Nesta terça-feira (2), o programa De Frente Com A verdade De Olho Na Notícia do apresentador Diego Pereira (Barrotada), foi até  o bairro de Quingoma em Lauro de Freitas com o repórter  Eliel Brandão para conferir de perto  uma denúncia  sobre perseguição e sua luta contra  especulação imobiliária no bairro de Quingoma. Nosso repórter  bateu um papo com D” Ana  presidente da associação dos Quilombolas em  Lauro de Freitas.

O Quilombo Quingoma é uma comunidade tradicional situada no município de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. A comunidade, que conta hoje com cerca de 3,5 mil moradores, possui origens que remontam o ano de 1569 estimando-se que seja o primeiro quilombo do Brasil.

Em 14 de agosto de 2013 foi certificada enquanto comunidade remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares, permitindo então dar entrada no Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), no entanto, ocorre que desde então mesmo com as diversas mobilizações da comunidade para dar andamento em sua solicitação, o processo encontra-se parado nas instâncias da burocracia do velho Estado.

A certificação recebida pela Fundação Palmares não significou uma melhoria nas condições de vida dos moradores da localidade, pelo contrário, o descaso das instituições permaneceu e a especulação imobiliária aumentou seu interesse na região, em especial, após a construção da Via Metropolitana, obra do Governo Estadual (Rui Costa/PT) em conjunto com a empresa Bahia Norte.

No ano de 2015 ainda na fase de planejamento da Via Metropolitana, lideranças do quilombo fizeram uma contraproposta oficial para que os rios e as matas não fossem prejudicados; as solicitações, é claro, foram ignoradas pelo governo estadual e pela Bahia Norte e o que se viu foi a completa devastação por onde a obra passou.

Após a conclusão das obras com o crescente aumento do interesse das construtoras no território, os ataques à comunidade aumentaram significativamente, dezenas foram os casos de fogo em barracos, destruição de alvenarias, espancamentos e ameaças que foram denunciadas na delegacia da cidade e que nunca foram de fato esclarecidas.

Em meio a este cenário de perseguição e resistência, o quilombo ainda tem de lidar com a pandemia de Covid-19 em condições totalmente adversas, não existem serviços mínimos de saúde e saneamento básico no local.

A comunidade não conta com posto de saúde, nem com agentes comunitários de saúde; a água encanada que chegou há pouco mais de dois anos falta constantemente, cenário perfeito para a propagação do vírus.

Segundo a presidente da associação dos quilombolas D”Ana que é líder religiosa de matrizes africana a perseguição é constante com a tentativa  de invasão das terras e destruição  da cultura Quilombola em Lauro de Freitas.

Em relatos a nossa equipe D” Ana afirmou já  ter sofrido atentados ” Eles já  invadiram  nosso terreiro tocaram fogo destruíram tudo deram facadas nos  cachorros aqui esses dias.”  Tem muita gente grande pelo meio até  a prefeitura eles querem diminuir nosso território” relatou.

” A gente não se entrega não se rende aqui é  resistência talvez eu seja mais uma para as estatísticas dos negros que morrem pois no nosso país o povo negro é  o que mais morre  vamos resistir” concluiu.

Fonte: Blog de Olho Na Noticia

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