Rodoviários foram surpreendidos na Estação da Lapa, na terça-feira (5), após uma batida de carro que teria ocorrido entre o veículo e um ônibus, que ocasionou em uma série de ameaças feitas por um policial militar armado contra os motoristas.

Tudo ocorreu após um veículo bater no carro de uma mulher, que estava acompanhada do PM. A motorista acusou um rodoviário, que dirigia um coletivo, de causar o acidente.

Tentando tirar satisfações com o trabalhador, a moça e o policial saíram do carro que ocupavam e, de acordo com testemunhas, diversas ameaças foram feitas contra o rodoviário, que teria tratado a situação com bastante calma e compreensão.

O policial, então, exibiu sua arma não apenas ao motorista acusado, mas a diversos outros rodoviários que estavam em seu horário de descanso. Em vídeo, é possível ver o PM armado, brigando com os homens. A vítima da ameaça chega a pedir calma ao policial e dizer que “tudo se resolve no diálogo”. Uma das mulheres envolvidas no acidente, que estava acompanhada do militar, porém, diz: “mas desde o início que ele não quer dialogar”.

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Sobre o assunto, o diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota, defendeu o motorista e alegou que ele não foi o responsável pelo acidente, sendo acusado injustamente pela moça e o policial. Em entrevista à Record TV Itapoan, Mota classificou a atitude do PM como “abominável”.

“É abominável, incaceitável alguém que tem fé pública usar a arma da corporação para ameaçar trabalhadores (…) Nos parece que ocorreu a falta de inteligência da pessoa que exibiu a arma, que é policial, que é militar, e já fizemos o contato com a PM. É um caso isolado, isso não é orientação da Polícia Militar, a gente entende que é a emoção, a crise que estamos passando, mas é inaceitavel qualquer tipo de violência nesse nível porque já tivemos motorista baleado, na Ondina, por um policial militar e não voltou ao trabalho ainda, e ele está impune”, afirmou Daniel Mota.

Após o ocorrido, policiais foram ao local para averiguar o caso. Os envolvidos foram levados a um posto policial, onde a situação foi resolvida. Apesar das críticas, Mota parabenizou a abordagem dos agentes e contou que o PM pediu desculpas pela atitude.

Varela Notícias solicitou um posicionamento da Polícia Militar, mas até o fim desta matéria, nenhuma resposta foi recebida.

Fonte:  Varela Notícias

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