Tendo em vista que a eleição para o Conselho Tutelar na cidade de Lauro de Freitas acontecerá no próximo dia 06 de Outubro o Blog de Olho na Noticia entrevistou o candidato ao pleito, que definirá os integrantes da entidade para o triênio 2019 – 2022 com atribuições previstas no artigo 136 do ECA, o conselheiro tutelar atende crianças e adolescentes diante de  situações de violação de direitos.  Também é papel do conselheiro atender e aconselhar os pais ou responsáveis dessas crianças e adolescentes. A partir do atendimento, o profissional aplica medidas de proteção.

O candidato entrevistado é Ricardo Alexandre, que é Sócio educador desde 1996 morador do bairro de Itinga a 37 anos acompanhe a entrevista:

De olho Na Noticia

: Qual é a proposta central para o triênio 2019-2022 para Lauro de Freitas, caso seja eleito?

Ricardo: É muito difícil falar em proposta individual em um órgão onde as decisões são colegiadas, no entanto acredito que a integração do Conselho Tutelar com a População e a colaboração do Município, é muito, importante para diminuir a distância, de estar mais próximo das escolas e entidades, por meio de planejamento de ações conjuntas que envolvam todas as esferas do poder público e sociedade em geral, e que tenham como foco principal a proteção integral da criança e do adolescente, ou seja, auxiliar para que hajam melhorias em seu ambiente familiar, sua educação, no trabalho, no lazer, além é claro, de auxiliar na orientação no que diz respeito aos seus deveres também, pois ainda que sejam indivíduos em formação do caráter, eles também possuem deveres.

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: Como tem sido a divulgação e campanha para conseguir votos na comunidade?

Ricardo: Eu tenho buscado conversar com as pessoas que acompanham meu trabalho Desde de 1996 que trabalho com menor em situação de risco acredito que faço um bom trabalho e que este trabalho trouxe impactos positivos graças aos colegas, entidades, e poder público me auxiliando, pois ninguém faz nada sozinho. É difícil chegar a todos os lugares, por isso conto com estas pessoas e espero que os frutos deste trabalho cheguem onde eu não conseguir chegar, por que o tempo é muito curto.

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: Porque decidiu disputar uma vaga no Conselho?

Ricardo: Eu acredito que o Conselho Tutelar é uma oportunidade que apareceu para mim. É um novo desafio, conheço bem o que me aguarda caso eu seja eleito, por que já acompanhava este público no meu antigo trabalho e por isso mesmo parabenizo os conselheiros que atuaram até aqui. Mas sempre é possível somar e é isso que gostaria de fazer.

Ao longo tempo em que desenvolvo meu trabalho com crianças e adolescentes , recebi várias capacitações para atendimento deste público, e me considero em condições de ajudar a nossa sociedade a melhorar. Acredito que minha formação possa contribuir nesse trabalho, não para ficar na teoria das leis, pois isso é muito simples, mas transmiti-las de forma mais claras para que a população as compreenda e trabalhar para que elas sejam obedecida.

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: Em sua opinião, quais os maiores agravantes para o não cumprimento das leis do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e, quais medidas devem ser tomadas diante dos agravante

Ricardo: Antes de ir tão além e falarmos em descumprimento, eu acho que poderíamos falar em desconhecimento, ou ainda, em formas diferentes de interpretação do Estatuto. A Constituição Federal no artigo 227, de forma inteligente estabelece a quem compete garantir os direitos da Criança e do adolescente, e tudo isso numa ordem lógica, em primeiro lugar a família, em segundo a sociedade e só então o Estado.

Mas o que se vê são famílias que passam por várias necessidades básicas, por mais que se trabalhe para o contrário, ou ainda, famílias que tem inúmeros agravantes como o alcoolismo em seu interior. Muito se ouve que os filhos que seguem os exemplos dos pais e reproduzem esta violência, afinal, pais sem limites, filhos sem limites. A sociedade com medo, de certa forma se fecha para a situação, e fica então a responsabilidade somente para o Estado garantir que o Estatuto seja obedecido? Invertendo a ordem Constitucional.

Em minha opinião, se deve é investir na família, para que ela tenha sua autonomia tanto afetivamente quanto economicamente, e também conscientizar a sociedade sobre o seu papel, para que então se possa cobrar que o Estado se estruture e faça o Estatuto acontecer. Acreditem ou não Lauro de Freitas não é uma cidade com a segurança eficiente, Mais acredito que podemos formar uma rede de proteção comprometida que tenha empatia com a população, vamos lutar ainda há muito a se fazer

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: Porque a população deve votar em você para conselheiro tutelar no dia 06 de outubro?:

Ricardo: Acredito que este é um cargo que exige muito conhecimento da Rede de Atendimento e de Procedimentos e adquiri muito conhecimento na área, trabalhando com crianças e adolescentes e inclusive meu histórico de trabalho lutando para garantir os direitos dos nossos adolescentes e ainda, o bom relacionamento com os órgãos de atendimento me condiciona para ocupar este cargo. Quanto ao que devo oferecer como conselheiro é a dedicação e o esforço obrigatório a todo agente público, e nisso a população pode contar comigo aproveito e peço seu voto meu número é 168.



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