O Faceapp, aplicativo que voltou a bombar esta semana após diversos famosos aparecerem com rostos bastante envelhecidos, pode recolher diversos dados dos usuários. Desenvolvido pela empresa russa Wireless Lab, ele tem acesso a rastros da atividade na web de quem o utiliza, informações do aparelho, IP e metadados. Tudo isso é liberado quando o usuário aceita os termos e condições do aplicativo.

O programa só funciona com a internet ligada e tem filtros para fotos que consegue maquiar, envelhecer e alterar diversos aspectos faciais de quem o utiliza. “Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e as tendências de uso do serviço. Estas ferramentas reúnem informação enviada pelo seu dispositivo ou pelo nosso serviço, incluindo as páginas web que visita, add-ons, e outra informação que nos ajude a melhorar o serviço. Reunimos e usamos esta informação analítica juntamente com informação analítica de outros utilizadores, para que não possa ser usada para identificar qualquer utilizador individual em particular”, informa a política de privacidade do aplicativo.

Apesar de garantir que não irá vender ou alugar nenhuma informação e que elas só serão usadas pelas instituições que fazem parte do grupo da Wireless Lab, o contato com a empresa russa é complicado e não há informações na internet dados sobre outras empresas que fazem parte do grupo.

Segundo a IstoÉ, o alto número de informações coletados pelo aplicativo se assemelha aos recebidos pelo Facebook. Contudo, como o Faceapp é o aplicativo mais baixado no Google Play e App Store nos últimos dias, é importante alertar sobre os perigos da utilização de aplicativos e a facilidade que empresas de tecnologia têm para obter os dados dos usuários.

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