Grupo de Orlando Curicica, alvo de operação na última quinta-feira (4), pode ter matado pelo menos 45 pessoas. Até às 18h, foram encontrados 14 corpos no local.

Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo encontraram na manhã desta sexta-feira (5) um cemitério clandestino em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A operação contou com o auxílio do Ministério Público Estadual.

Até às 18h, catorze corpos haviam sido encontrados, alguns em processo de decomposição e ossadas.

De acordo com as investigações, o local seria usado pela milícia que atua na região. O grupo foi alvo da Operação Salvator, que na quinta-feira (4) prendeu 50 pessoas.

Há a suspeita de que a quadrilha, comandada por Orlando Curicica, matou pelo menos 45 pessoas e sumiu com os corpos.

Segundo a polícia, rivais ou vítimas da milícia de Itaboraí eram chamadas de “discos voadores”, por desaparecerem de uma hora para outra sem deixar rastro.

Há relatos de expulsões, mutilações e sumiços – a que chamavam de “discos voadores”. “Um chegou a tirar o coração de uma vítima, a cabeça”, citou o delegado Gabriel Poiava.

Operação Salvator

A força-tarefa que levou à Operação Salvator descreve a quadrilha como “brutal” e “com requintes de crueldade”.

“A gente tem comprovado homicídios praticados, inclusive com esquartejamento de vítimas. Eles são bastante violentos e têm um armamento muito, muito poderoso”, explicou o promotor Rômulo Santos Silva.

Entre as apreensões feitas pela polícia está uma espada. Moradores denunciaram que a arma vinha sendo usada nas comunidades para torturar pessoas.

“Até espada eles tinham. Eles rodavam muito com uma espada com a lâmina que chegava a brilhar. Para fazer covardia com quem as vezes não tinha nem nada a ver. Foram expulsas muitas famílias de lá. Muita gente se mudou por medo. Itaboraí está praticamente largado às traças, está um caos total”, disse uma moradora.

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