O prefeito ACM Neto (DEM) afirmou nesta segunda-feira, 21, que encerra sua gestão sem deixar nenhuma dívida para o prefeito eleito, Bruno Reis (DEM), que assume o executivo em 01 de janeiro. O anúncio aconteceu durante balanço da política fiscal do município no Hotel Mercury, no Rio Vermelho.

“Há oito anos, em 2012, nós encontramos a prefeitura com uma dívida, de curto prazo de um bilhão e 230 milhões de reais. Esse foi o tamanho da bronca que herdamos”, disse o prefeito à imprensa. “Hoje vamos encerrar nossa gestão, passando o bastão para Bruno, com ‘zero real’ de dívida a curto prazo”’.

“Conseguimos zerar toda nossa dívida de tributo da União. Deixamos a prefeitura com zero de dívida com tributos para a União. Foi tudo absolutamente pago, tudo quitado.”, reforçou o prefeito.

Neto anunciou que vai deixar nos cofres públicos o saldo positivo de pelo menos R$ 1,6 milhão para o novo prefeito.

“Em 2012, peguei uma cidade endividada, devendo para todo mundo, a cidade mal tinha dinheiro para pagar seus funcionários. E hoje vamos deixar para o próximo prefeito R$ 1.6 milhões em caixa”, afirmou.

De acordo com o gestor, em oito anos, Salvador passou de 24° posição para a 1° no índice de gestão fiscal do país.

“O principal legado que deixamos para cidade é a autossuficiência administrativa financeira. Ninguém mais pode apontar o dedo para Salvador e dizer que vivemos de favores do Estado ou do governo federal. E os dados estão aí para confirmar o que estou falando. Passamos da 24° posição para 1° no índice de gestão fiscal.”, comemorou.

“Deixamos o legado. Tenho certeza que o prefeito que assume em 01 de Janeiro, Bruno Reis, vai seguir essa mesma linha. Uma gestão que preza pelo equilíbrio das contas, uma gestão que não gasta nem um centavo a mais do que ela arrecada”.

Pandemia

O prefeito eleito Bruno Reis, a quem ACM Neto atribuiu a responsabilidade pelas ações futuras da prefeitura, afirmou que na próxima quarta, 23, serão abertos 10 leitos de UTI e 50 leitos de enfermaria no Hospital Santa Clara e mais 10 leitos no Hospital Evangélico.

“Faltaremos 22 leitos para atingirmos o número do auge da pandemia, e estamos estudando a possibilidade de ampliar esse número”, avaliou Bruno.

“Hoje a quantidade de leitos ofertados é menor, isto por si só já faz com que você tenha uma taxa de ocupação maior, mas teremos o mesmo número de leitos do auge da pandemia, até o dia 31 de dezembro faltará muito pouco”, endossou ACM Neto.

Quando questionado sobre a possível retomada de medidas mais restritivas, Neto afirmou que o momento é de “ter bom senso”

“Por que ainda não fechamos? Porque ainda temos segurança para não fechar. Se tivéssemos diante de uma situação de iminente risco de colapso do sistema de saúde, a gente já teria fechado. Claro que o fato de estarmos na véspera de natal conta. Imagina se eu fechasse o comércio agora, o impacto econômico que teria para a cidade? Governar é também ter bom senso , e o bom senso sugere que mostremos todos os ricos e não tomemos decisões mais drásticas”, disse.

 

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