Sendo eleito, o ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador, Pedro Godinho (DEM), irá elaborar uma proposição parlamentar visando a criação de um centro técnico educacional para qualificar adolescentes grávidas em Salvador. Com aulas práticas, teóricas e palestras de conscientização, o objetivo do centro será garantir que essas jovens desenvolvam seus conhecimentos, habilidades e, através da educação, tenham oportunidade de crescer no âmbito profissional para disputar uma vaga no cada vez mais competitivo mercado de trabalho.

Segundo Pedro Godinho,a questão da gravidez na adolescência impacta a vida de meninas tão jovens. “A realidade de uma gestação não programada de uma adolescente interrompe a sua formação pessoal, desequilibra o ritmo natural do seu desenvolvimento e acaba por afastá-la do ambiente escolar. E mexe com a sua estrutura familiar – que em muitos casos já é precária – e acarreta transtornos que as prejudicam em longo prazo. A pouca experiência, a maturidade forçada, a dificuldade financeira na grande maioria dos casos, muitas vezes também a ausência da participação paterna na vida da criança que está para nascer se somam a um volume de responsabilidade que já pesam muito na renúncia dessa juventude. O meu propósito é diminuir essas mazelas e oferecer a oportunidade dessas jovens se desenvolverem através da educação”, afirmou

“Quero me dedicar em benefício dessas jovens e tentar reparar os danos causados pela gravidez precoce para diminuir o nosso abismo social e buscar a igualdade”, disse Godinho.

De acordo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Bahia, nos últimos três anos, 97% dos municípios registraram partos de adolescentes. Traduzindo esses índices, isso significa que, apenas 13 dos 417 municípios baianos se mantiveram sem registros de nascimentos de bebês gestados por meninas com idade entre 10 a 14 anos de 2017 a 2019.  Ainda conforme o IBGE, a cada 15 minutos nasce um bebê de uma mãe adolescente no estado. Esse número corresponde a uma análise de cenário dos últimos dez anos. “Essa é uma realidade alarmante que vem tomando volume ao longo dos anos e, com isso, tem criado um problema social em larga escala. Não podemos mais naturalizar isso. São vidas em jogo.”, frisou o democrata.

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