O crescimento populacional das grandes metrópoles, aliado à falta de uma política habitacional eficaz, provoca uma preocupante situação de uso e ocupação do solo em áreas naturalmente de habitação de risco humana, que é agravado, sobretudo, pela constante retirada de elementos da natureza, ameaçando a presença da população local em áreas sujeitas à erosão, , enchentes e inundações. Desse modo, áreas urbanas que deveriam estar protegidas em virtude de serem classificadas como áreas de proteção permanente são ocupadas. Assim a cidade de Lauro de Freitas tem sofrido há mais de vinte anos com esse tipo de irrespossabilidade ambiental.

Um dos  rios que faz parte desse desastre ambient é o rio Goro no bairro da Itinga, Sobre ele foram construídos empresas e residências e nele jogam dejetos líquidos e sólidos.

Rosana Paixão, Farmacêutica e pré-Candidata a vereadora levantou questionamentos sobre as condições de saúde do povo nesse contexto, onde a qualidade da água e lixo acumulado traz sérios problemas na vida das famílias, como diarréias, vômitos, alguns tipos de anemias causadas por determinadas  parasitos existentes no solo e que são veiculados através da ingestão da água.
“No ano de ( 2017), participei de uma pesquisa da UFBA , em Quingoma, onde foi identificado muitas famílias portadoras de verminoses e algum tipo de anemia por causa da qualidade da água.
“Acredito que esse resultado seria o mesmo por toda a cidade.
Doenças emergentes como  Dengue, Zika e Chikungunya são frequentes e trazendo desconforto e impacto na economia dessas familias”.
É preciso que seja pensado para a preservação e a reconstrução do meio ambiente ( solo e águas) projetos a curto prazo e acessível a todos “São dezenove bairros, caberia uma estação de tratamento em todos eles, isso estaria num curto prazo de tempo levando as famílias água de qualidade, dando-lhes bem mais condições de estarem saudaveis.

O saneamento e ineficiente por toda a cidade, cada canto e preciso ser priorizado desde a promoção de técnicas para uso e re uso da água em casas, condomínios e empresas até a liberação de alvarás, sem causar destruição no solo e na flora.

A ocupação desordenada é resulticante da ocorrência de uma conjunção de diversos fatores como a falta de fiscalização por parte das autoridades públicas, que por negligência agem somente após a ocorrência de acidentes com perdas de vidas humanas. E de uma séria política de planejamento urbano, que não visasse, apenas e tão-somente, fins eleitoreiros.

É imperativo e assaz importante ressaltar que a ocupação habitacional nos grandes centros urbanos ocorre de maneira irracional e infelizmente, vale dizer, sem distinção de classes sociais. Isto é, a ocupação de áreas de risco nos grandes centros urbanos não é praticada apenas pela parte da população mais desprovida de recursos financeiros, segundo alguns autores ambientalistas:

A pobreza é definida como a incapacidade de satisfazer as necessidades econômicas. De acordo com um estudo do Banco Mundial, metade da população mundial está tentando sobreviver com menos de dois dólares por dia. Milhões de pessoas nos países em desenvolvimento não possuem moradia e frequentemente têm de dormir nas ruas.

As relações do homem com o meio ambiente há muito tem chamado a atenção da comunidade científica. Torna-se cada vez mais importante o estudo e manejo adequado das áreas, visando o seu uso racional, minimizando-se os impactos.

A urbanização do planeta cresce aceleradamente, A população das cidades deverá dobrar, atingindo a marca de milhões de habitantes. Trata-se de uma urbanização intensa e, o que é pior, desordenada.

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