jornalista William Bonner denunciou, nesta quinta-feira (21), o uso do CPF de um dos seus filhos em uma fraude para a retirado auxílio emergencial oferecido pelo governo para pessoas em situação de risco devido ao novo coronavírus. O apresentador do Jornal Nacional declarou que seu filho não fraudou o programa do governo, que ele “é vítima e pode provar”.

O âncora afirmou que estelionatários usam o nome e o CPF de seu filho há 3 anos para realizar fraudes, como a abertura de empresas e contratações de serviços de televisão por assinatura. Bonner afirmou que soube da fraude quando foi procurado pelo jornal Meia Hora para repercutir o uso de dados do filho. O jornalista questionou o cuidado com o dinheiro público, visto que o CPF do seu filho não deveria ter sido aprovado para o recebimento.

“Desta vez, o que vem à tona é ainda mais grave. Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições socioeconômicas do meu filho não tem direito aos R$ 600 da ajuda. Portanto, quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta ao pleito um ‘não’. Mas, pelo que vimos ao consultar o site do Dataprev, o pedido de auxílio feito por um fraudador foi aprovado”, escreveu.

O jornalista indicou que a pessoa que requisitou o auxílio deve ter realizado a abertura de uma nova conta no Banco, assim ele e o filho não sabem dizer se houve depósito e saque do valor.

“Quantos entre esses [pedidos] realmente fraudaram o programa? Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar. Neste caso, o crime é contra ele, contra todos os que tiveram seus nomes indevidamente usados, e também contra todos os brasileiros, porque ataca os cofres públicos”, alerta.

O apresentador afirmou que já apresentou uma queixa-crime e que espera uma “apuração rápida da fraude” para que os cidadãos possam confiar nos mecanismos de controle do pagamento e para que o patrimônio público não seja lesado.
 

William Bonner

@realwbonner

Organizando em thread pra facilitar a leitura:

Interrompo meu silêncio no Twitter para denunciar uma injustiça e uma fraude com dinheiro público.
Primeiro, a injustiça.

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