Um casal foi executado a tiros na madrugada desta sexta-feira (27) em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS). O aposentado Alfredo Souza Santos, 50 anos, e a namorada, Alana de Oliveira, 25, ainda dormiam em casa quando foram surpreendidos por desconhecidos. Eles foram retirados de casa e, em seguida, assassinados.

Os corpos foram encontrados em locais distintos, porém ambos estavam com as mãos amarradas com algemas de plástico. Alfredo ainda apresentava sinais de espancamento. 

Ele foi enterrado na manhã deste sábado no Cemitério Municipal de Areia Branca, em Areia Branca, bairro de Lauro de Freitas. Já o corpo da namorada ainda permanecia no Instituto Médico Legal (IML) até o meio-dia de hoje. 

Em nota enviada ao CORREIO, a Polícia Militar (PM) informou que, de acordo com a 81ª CIPM, por volta das 7h de sexta-feira (27), policiais militares da unidade foram acionados pelo Centro Integrado de Comunicação (Cicom) da Secretaria de Segurança Pública (SSP) com a informação de duas vítimas de disparos de arma de fogo no município de Lauro de Freitas.

O corpo do homem foi localizado na Rua das Flores, Parque São Paulo em Itinga, e o corpo da mulher foi encontrado no bairro Areia Branca. Segundo a PM, após confirmar os fatos, as áreas foram isoladas e o Serviço de Investigação em Local de Crime (Silc) foi acionado para realizar a perícia e a remoção dos corpos.

Ainda de acordo com a PM, autoria e motivação serão investigadas pela Polícia Civil. O CORREIO procurou a PC e aguarda um posicionamento.

Alfredo e Alana foram surpreendidos por bandidos ainda quando dormiam (Foto:Divulgação)

Crime
Apesar de abalados, parentes de Alfredo contaram que o casal dormia na casa do aposentado, na Chácara Taiti, na Rua Califórnia, quando bandidos invadiram o imóvel por volta das 2h de sexta-feira (27). “Quebraram o cadeado e pegaram os dois ainda dormindo e puseram num carro”, contou uma parente. 

Ela diz que soube do sequestro do casal instantes depois, após a ligação de um vizinho que por pouco não morreu por engano. A testemunha contou a ela que os bandidos, antes de pegarem o casal, entraram em sua casa usando uma chave-mestra. “Mas um dos bandidos percebeu que iam pegar a pessoa errada e saíram”, contou a parente. 

Desde então, a família de Alfredo passou a procurá-lo. Por volta das 10h de sexta, eles foram informados que o corpo de Alfredo havia sido encontrado em um matagal, atrás da garagem da empresa de transporte complementar Translauf, no Parque São Paulo. “Bateram muito nele. Quebraram os ossos das pernas, braços e jogaram ele numa ribanceira”, contou ela. 

Já o corpo de Alana foi achado numa área de mata a poucos metros do cemitério de Areia Branca. 

Casal
Parentes disseram que o casal estava junto havia seis meses, mas passaram a morar na mesma casa havia um mês. Eles disseram que desconhecem qualquer envolvimento de Alfredo com a criminalidade.  

“Ele era uma pessoa maravilhosa, muito querida. Gostava de ajudar as pessoas. Poderia ser qualquer hora da noite ou do dia, ele estava pronto para socorrer alguém. E ele ainda era muito brincalhão. Era o palhaço da família”, disse outra parente dele.

Em relação à Alana, eles disseram que pouco sabiam dela. “Ela passou de fato a conviver com a gente há seis meses, quando de fato ele assumiu a relação com ela por que antes eles só se encontravam. Ela era calada, de pouca conversa”, disse a fonte. 

Alfredo foi enterrado às 11h no Cemitério Municipal de Areia Branca. Ele deixou sete filhos. “Meu pai era motorista e sofreu um acidente e por isso foi aposentado por invalidez. Quero justiça”, disse a filha ao CORREIO. Alfredo tinha sete netos.

Fonte: Correio

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