O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos, comprovando-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares, o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro em1594.

Algumas entidades como o Movimento Negro ,o maior do gênero no país, estão organizando palestras e eventos educativos em vários Municipios, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade. Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra. O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a \”generosidade\” da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca. A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra. Nesta quarta-feira (20 ), Alex Simões falou sôbre o Dia da Consciência Negra, a data é comemorada em todo o País . Segundo Alex, com a chegada dos primeiros negros ao Brasil, trazidos da África em 1549, começou a rica história desse povo que dinamizou o trabalho durante quase quatro séculos de escravidão. “Em todas as áreas do Brasil, eles ajudaram a construir nossa economia, mas por outro lado, foram excluídos da divisão de riquezas”, afirmou. “A consolidação da economia colonial intensificou o tráfico de africanos para o Brasil, especialmente para o Nordeste, onde um tipo de agroindústria se concentrou e floresceu com o cultivo da cana-de-açúcar”, completou Alex Simões.

Alex Simões, parabenizou a raça negra de Lauro de Freitas, de toda a Bahia e do Brasil, salientando que muito do Brasil de hoje, se deve a coragem e a determinação dêsse povo trabalhador. “É, graças a ele que em nosso País existe e miscigenação de raças, dando um colorido todo especial à Nação brasileira”, finalizou Alex. Embora a História não tenha possibilidades de estabelecer o número exato de africanos importados pelo tráfico, podemos fazer várias estimativas. Elas variam muito e há sempre uma tendência de se diminuir esse número, em parte por falta de estatísticas e também porque muitos historiadores procuram branquear a nossa população. Essas discussões sobre o número de africanos entrados no Brasil se reacenderam quando se procurou quantificar essa população escrava, e posteriormente a afro-brasileira, para com isto estabelecer-se o padrão do que se poderia chamar de homem brasileiro. A apuração da nossa realidade étnica excluiria o branco como representativo do nosso homem. Daí se procurar subestimar o negro no passado e a sua significação atual.

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